A história do Cordão do Bola Preta é a descida, o abandono, a libertação dos salões. O Bola Preta é a abertura das comportas.
O Bola Preta não é o Cacique nem o Bafo. Não é o Canários nem a Flor da Mina. O Bola Preta traz inscrita em si a marca dos que nascem para um destino e optam por outro. O Bola Preta só passou a ser quando atendeu, ou sucumbiu, ao chamado da Rua.
André Diniz e Diogo Cunha – esses dois cracaços que entendem tudo de cultura carioca – não podiam ter escrito e organizado livro tão oportuno, num momento em que parte da sociedade bra- sileira revela desejo tão nefasto de voltar a se trancar nos salões.
Vem pro Bola, meu bem reúne ainda um time de primeira gran- deza: Aldir Blanc, Emílio Domingos, Heloisa Seixas, Luiz Antonio Simas, Marcelo Moutinho, Mariana Filgueiras, Marina Iris, Moacy Luz, Nei Lopes, Pedro Ernesto Marinho, Rachel Valença. Nenhum deles precisa de apresentação.
Agora, então, é deixar que os textos fluam. Tenho certeza que, no fim, você vai concordar comigo: a Cidade é a Rua. Sorte de quem atende ao chamado… e vai pro Bola!

Alberto Mussa

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